Biografia

Eder Paolozzi formou-se em regência, aos 28 anos, em Milão (ITA), no prestigiado Conservatorio Giuseppe Verdi, e anteriormente em violino, no Trinity Laban Conservatory of Music and Dance, em Londres (ING).

Desde 2015 o jovem maestro está à frente da Orquestra Sinfônica Cesgranrio, como diretor artístico e regente titular do grupo de 53 jovens músicos, bolsistas da Fundação Cesgranrio, com sede no Rio de Janeiro. O paulistano, criado em terras cariocas e com formação internacional, iniciou na música aos sete anos, com os estudos de piano e de violino.

Em 2013, foi premiado no Musica Riva Festival, na Itália, o que lhe rendeu o convite para reger na Armênia, a State Youth Orchestra of Armenia. Como maestro, atuou também na Inglaterra e Itália, onde regeu as orquestras World Youth Orchestra, a Orquesta Reino de Aragón, a Orchestra Giovanile Luigi Cherubini e a Salzburg Jungen Philarmonie.

No Brasil, estudou com o maestro Isaac Karabtchevsky e atuou como regente convidado em algumas das principais orquestras do país, como a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica da Bahia, a Orquestra Sinfônica do Recife e a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Entre os solistas regidos por Eder Paolozzi, destacam-se Anna Tifu, Kim Bak Dinitzen, Vadim Rudenko, André Mehmari, Camila Titinger, Cristina Braga, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, José Staneck, Rosana Lanzelote, e o Quinteto Villa-Lobos.

Hoje, com apenas 35 anos, Eder Paolozzi é um dos protagonistas do cenário de renovação da música clássica no Brasil. Dentre seus futuros projetos com a OSC destacam-se a continuidade da série Brasilidade, que tem como objetivo trazer a riqueza da música brasileira popular para o universo sinfônico, a apresentação de concertos didáticos para alunos em idade escolar, apresentação de jovens solistas convidados e a estréia carioca e mundial de obras compostas nos últimos anos.

Eder Paolozzi tem como desafio a busca pela renovação da plateia da música de concerto no Brasil, diminuindo as fronteiras entre a música clássica e popular.

"O desafio é mudar a imagem de orquestra como algo do passado, ou elitizado. Meu objetivo é buscar o presente, sem ter medo de mudar tradições, se preciso. É necessario mesclar o repertório dos concertos tradicionais com novas propostas musicais, entre a busca da transcendência e o entretenimento, dando espaço crescente também para o intercâmbio com outras artes", afirma o maestro.

Outubro, 2017